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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta sexta-feira (3), a terceira fase da Operação Top Fake, que teve como alvo uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro no Oeste do Paraná.

Ao todo, foram cumpridos 26 mandados judiciais, sendo nove de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão. Além dos investigados, outros três suspeitos foram presos em flagrante após serem encontrados armazenando entorpecentes.

Durante a operação, os policiais apreenderam diversas porções de cocaína e maconha. Grande parte da droga já estava fracionada e pronta para a comercialização, reforçando as suspeitas de atuação estruturada do grupo criminoso.

Entre os presos está o homem apontado pelas investigações como gerente operacional e financeiro da organização. De acordo com a Polícia Civil, ele era responsável pela administração dos recursos obtidos com o tráfico, pela criação de empresas de fachada para lavagem de dinheiro e respondia diretamente ao líder da quadrilha, que continuava comandando as atividades criminosas mesmo estando preso.

Também foram presos suspeitos apontados como responsáveis pelo armazenamento das drogas e pela logística de distribuição dos entorpecentes.

Operação chegou à Penitenciária de Cascavel

A ofensiva também teve desdobramentos na Penitenciária Estadual de Cascavel, onde foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão. Segundo a investigação, o objetivo foi identificar pessoas suspeitas de facilitar a entrada de celulares e drogas na unidade prisional, além de combater o tráfico de entorpecentes dentro do presídio.

Cerca de 100 policiais participaram da operação, que contou com o apoio do Canil da Guarda Municipal, do Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron), do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) e do Setor de Operações Especiais (SOE) da Polícia Penal.

Delivery de lanches era usado como fachada

As investigações conduzidas pela 20ª Subdivisão Policial de Toledo apontam que a organização criminosa utilizava um falso serviço de tele-entrega de lanches, chamado "Top Lanches", como fachada para comercializar cocaína. As entregas eram realizadas por motoboys, estratégia que buscava dar aparência de legalidade à atividade criminosa.

Segundo a Polícia Civil, desde o início da Operação Top Fake já foram cumpridos mais de 50 mandados judiciais e efetuadas mais de 25 prisões preventivas. As investigações continuam para identificar e responsabilizar todos os envolvidos no esquema.



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Fonte: REDAÇÃO TOOESTE

Data: 03/07/2026 10:49:15

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